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Representatividade: As minas negras protagonistas dos seriados

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Personagens femininas estão ganhando cada vez mais espaço na mídia (Thanks Shonda!) como já apareceu aqui no Modices. E para celebrar a semana da consciência negra e poder feminino, escolhemos protagonistas das séries que amamos. Elas são reais, negras, empoderadas e fora de todos os padrões normativos que tanto discutimos. O mais maravilhoso disso tudo, é que finalmente (demorou) mulheres negras estão sendo representadas em papeis dignos, que inspiram, fazem refletir – e são muito mais do que um espaço “de cota” ocupado.

Cata só as minas maravilhosas que selecionamos:

≈ Cookie Lyon (Empire)

cookie

Para começar tombando, ela mesma: Cookie Lyon – e se você não conhece, já pode se apaixonar por ela e por essa série incrível. Empire tem por essência o mundo do hip-hop e a trama gira em torno da família Lyon, da qual Cookie, interpretada por Taraji P. Henson, é a matriarca nada convencional.

Mesmo em meio dominado por homens, Cookie não deixa ser diminuída, pelo contrário, se destaca. Busca força no amor que tem pelos filhos e como toda mulher independente, tenta ser a melhor no que faz. Bem resolvida, não espera por ninguém para conquistar o que deseja. Não tolera mimimi e está sempre dizendo tudo que a gente gostaria de dizer em situações cotidianas (por favor, me adota, nunca te pedi nada).

≈ Mary Jane Paul (Being Mary Jane)

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Mary Jane é uma mulher negra, solteira e muito bem-sucedida, interpretada por Gabrielle Union, atua como apresentadora em seu talk show e nele faz questão de falar apenas daquilo que acredita. Está sempre abordando assuntos que precisam de mais atenção e um de seus objetivos é mostrar as conquistas das mulheres e da comunidade negra.

Apesar de super bem resolvida financeiramente, a personagem ainda está buscando respostas para diversas situações da vida, principalmente no lado afetivo. A personagem não esconde seus sentimentos; é uma mulher forte e sensível ao mesmo tempo; tem dúvidas como qualquer um e não tem medo de errar. Está sempre emocionando e fazendo sorrir. Quando você menos espera, MJ vira sua amiga e você já está torcendo por ela e suas conquistas. Se mete em cada situação, que dá aquela vontade de gritar: MIGA, NÃO!

 Olivia Pope (Scandal)

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Olivia é interpretada pela linda e maravilhosa Kerry Washington e já foi falada nesse outro post aqui (ela é A musa da Carla), mas não podíamos deixa-la de fora dessa lista de protagonistas negras incríveis, né?! Ao mesmo tempo que é uma mulher extremamente poderosa e firme, tem também seus momentos de medo e dúvida. Se enrola e desenrola o tempo todo, mas assim é a vida, não é mesmo?!

Que mulher! Põe cada um no seu lugarzinho só com o olhar. Sobrevive de vinho, pipoca e frases feministas que te fazem refletir e gritar: É ISSO AÍ, OLIVIA!

 Annalise Keating (How To Get Away With Murder)

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Agora os dedos chegam a tremer ao digitar o nome dessa mulher. Faltam palavras para descrever, mas vamos tentar.

Viola Davis é quem dá vida a Annalise. E que vida! Foi por esse papel que Viola fez história e se tornou a primeira negra a receber o Emmy por melhor atriz em série de drama (Taraji P. Henson também foi nomeada na mesma categoria). Annalise Keating é advogada de defesa e professora de direito penal em uma universidade. Lá, seleciona cinco alunos para trabalharem com ela em seu escritório. A série é produzida por Shonda Rhimes, aquela que faz o coraçãozinho parar.

A personagem tem um temperamento todo próprio e é melhor você não estar contra ela no tribunal. Com uma frase e um olhar, ela é capaz de destruir qualquer psicológico (inclusive o de quem assiste a série). Não tem como assistir essa mulher em ação e não aplaudir. Mas não vá pensando que ela é um modelo a ser seguido, a própria vai te alertar sobre isso. Ficamos na eterna linha tênue entre “quero fazer parte do grupinho da Annalise” e “é… melhor ficar só assistindo mesmo”. Essa mulher e essa série, ó: <3

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φ nota da editora: a personagem de Annalise é incrível por vários aspectos, mas principalmente por ser uma anti-heroina, por ser uma personagem extremamente complexa e que realmente ficamos entre amar e odiar o tempo inteiro. Normalmente, papéis tão complexos e elaborados não são reservados para mulheres, principalmente na posição de protagonista – que dirá uma mulher negra. E ó, representatividade também é isso aí: ocupar papéis que seriam antes de homens brancos, sabem?, e não apenas inserir mulheres negras no papel de “mulher negra empoderada”.

Elas são humanas e fogem dos estereótipos de personagens femininas. São inteligentes e fortes, e ao mesmo tempo inseguras e vulneráveis. Cometem erros e acertos, às vezes mais erros que acertos, como qualquer ser humano.

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◊ Leia também Uma Celebração às Mulheres Reais na TV ◊

Mais um texto maravilhoso dos colaboradores: Higor Neves, Robertha Ribeiro e Vantuil Costa

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